Obralivre Raio-X de Funil · parte: conteúdo
Raio-X de Conteúdo · Reels · preparado para Dr. Vinicius Dall Comune Hunhoff

Os vídeos já são bons. Falta o caminho até a conversa.

Assistimos aos 8 reels jurídicos para o produtor rural que você publicou entre 14/10 e 03/11/2026, com transcrição, quadro a quadro e os números de cada rede. Esta página mostra o que já está acima da média, onde a atenção se perde e o que dá pra aproveitar do material que já está gravado.

Coleta: 04/11/2026 Facebook: perfil pessoal Instagram: @viniciushunhoff Obralivre
01 — O que já funciona

Gancho de profissional e tese própria.

As primeiras frases dos seus vídeos seguram o dedo de quem está rolando a tela. É o que mais falta em conteúdo jurídico regional — e você já faz:

“Ninguém está falando disso, mas o maior fazendeiro do Brasil daqui a 5 anos pode ser um banco.”14/10 · 0:00–0:07
“30 milhões em dívida rural e o banco não pode cobrar 1 centavo.”24/10 · 0:00–0:05
“É nessa hora que você perde. Não no não, na hora que você aceita.”03/11 · 0:20–0:27
Quadro do reel de 24/10 com o texto 30 milhões em dívida
Reel de 24/10 · 0:01,5 · quadro real

Fala a língua do produtor

Laudo agronômico, capacidade de pagamento, parcela, gerente, oficial de justiça. Sem juridiquês — o produtor se reconhece na cena do gerente que “vai ver”.

Uma tese que se repete

Prorrogação é direito, não favor — e se ganha com prova escrita, antes de a dívida vencer. Ela aparece em 4 dos 8 vídeos. Isso é posicionamento, não pauta solta.

Prova que os outros não têm

Caso com decisão favorável, palestra, processos de Funrural em andamento, 20 anos atendendo produtor. Cenário reconhecível: a mesa de pedra e a estante do escritório.

A tese, nas suas palavras — 4 vídeos
  • 14/10“Prorrogação se consegue com prova: laudos, documentos e estratégia.” (legenda)
  • 16/10“Quem senta para negociar antes não está desistindo. Está fazendo gestão.” (1:20–1:25)
  • 24/10“Alongamento de dívida rural é direito do produtor e não favor do banco.” (1:51–1:56)
  • 03/11“Pedir por escrito não vai garantir que você vai conseguir. Mas vai garantir que se você não conseguir, ainda tem o que você fazer.” (2:15–2:25)
02 — Os números, lado a lado

Muita gente vendo. Quase ninguém chegando até você.

Os mesmos 8 vídeos, publicados nas duas redes. No Instagram eles rodam muito mais — e por isso a perda ali também é maior.

Facebook perfil pessoal · 3,7 mil seguidores

Visualizações (soma dos 8)4.422
Reações79
Comentários5
Compartilhamentos0
Vídeos que levam a uma conversa no WhatsApp0 de 8

Instagram @viniciushunhoff · 6.238 seguidores

Visualizações (soma dos 8)34.225
Maior vídeo da série11,1 mil
Vídeos acima de 6 mil3
Link da biosite do escritório
Vídeos que levam a uma conversa no WhatsApp0 de 8
mais de 38 mil visualizações somadas — e nenhuma porta aberta pra conversa.

No Instagram, curtidas e comentários por vídeo não foram coletados; o único carrossel jurídico do período (27/10) teve 11 curtidas e 1 comentário.

03 — Os 8 vídeos, um por um

A série completa.

Em ordem de publicação. Destacados: os três que mais rodaram no Instagram.

DataTema / ganchoDuraçãoFacebookInstagramReações + coment. (FB)O que o vídeo pede no fim
14/10“O maior fazendeiro do Brasil daqui a 5 anos pode ser um banco” (leilões)47s8313.35728comentar
14/10“O produtor liga pro advogado quando o oficial de justiça já está batendo na fazenda”70s4332.0298nada
16/10“Renegociar não é falta de honestidade, é decisão empresarial” (vergonha)85s36811,1 mil8link da bio
24/10Caso real: R$ 30 mi, 10 contratos, banco impedido de cobrar121s3467.0644seguir o perfil
29/10Trecho de palestra: soja de 150 para 100, terra −33%, crédito que não cabe48s3501.0743nada
30/10“Pior que negociar com agiota” — notícia do Canal Rural28s7232.03018link da matéria
30/10Funrural: o STF muda de ideia — notícia da AgFeed69s1.1006.55515comentar
03/11“Confiar no ‘vou ver’ do gerente pode custar a sua propriedade”146s2711.016~0salvar e compartilhar

Facebook: reproduções mostradas na grade do perfil. Instagram: contador público de reproduções. A correspondência entre as duas redes foi feita por data e tema da capa.

04 — Onde a atenção se perde

Seis pontos, todos de distribuição — nenhum de conteúdo.

Nada aqui pede que você grave diferente do que já sabe gravar. São ajustes no caminho entre o vídeo e a pessoa.

1A SÉRIE É INTERROMPIDA

Entre um vídeo de dívida rural e outro, três de corrida.

A série jurídica vive no perfil pessoal — onde está a audiência, e isso está certo. Mas no meio dela entraram três vídeos do Autocross. Quem chega pelo vídeo do banco e abre o perfil encontra o piloto antes do advogado. E a página do escritório no Facebook (140 seguidores, último post em 24/10/2025) não acumula nada do que a série gera.

14/10
14/10
16/10
17/10
17/10
20/10
24/10
a corrida é parte da sua marca — o ponto é não cortar a série no meio.
2NENHUMA PORTA PRA CONVERSA

Cada vídeo termina pedindo outra coisa.

Comentar, seguir, salvar, ler a matéria. Nenhum dos 8 termina num lugar onde o produtor possa falar com você. No Facebook pessoal não existe link de bio clicável; no Instagram, o link da bio leva ao site — não ao WhatsApp.

O fim de cada vídeo, como está publicado
  • 14/10“Me conta aí nos comentários: na sua região já tem fazenda indo a leilão?”
  • 14/10sem pedido
  • 16/10“Clique no link da bio e fale com a nossa equipe especializada…”
  • 24/10“Siga nosso perfil para proteger sua lavoura e seu patrimônio!”
  • 29/10sem pedido
  • 30/10link da reportagem do Canal Rural
  • 30/10“Tem processo de Funrural em andamento? Comenta aqui.”
  • 03/11“Salve este vídeo para não esquecer e compartilhe com um amigo produtor…”
8 vídeos, 0 caminhos até o seu WhatsApp.
Quadro do reel de 03/11 com legenda fina branca sobre a camisa
03/11 · 0:24,5 · vídeo de mesa
3A LEGENDA NÃO SE LÊ

Quem rola o feed no mudo não acompanha.

Nos vídeos de mesa a legenda existe, mas é palavra por palavra, branca, fina e pequena, sem caixa nem contorno — e cai em cima da camisa clara. Nos vídeos de notícia, a legenda é grossa, com uma palavra em amarelo.

Os dois vídeos com legenda forte estão entre os três mais vistos no Facebook (1.100 e 723). Os vídeos de mesa com gancho em letra grande na tela — “30 milhões em dívida”, “há mais de 20 anos” — mostram que o recurso já está na mão da sua edição.

Quadro do reel do Funrural com legenda grossa e palavra em amarelo
30/10 · Funrural
4O VÍDEO MAIS COMPLETO É O MENOS VISTO

Os vídeos mais longos ficaram no fundo do Facebook.

Os três mais vistos lá têm 69, 47 e 28 segundos. O de 03/11 — 2 minutos e 26 segundos, o roteiro mais completo da série — teve o menor número nas duas redes. Uma ressalva honesta: no Instagram, o caso dos R$ 30 milhões (2 minutos) fez 7.064. Quando o assunto é forte, ele segura. Duração não é regra; mas o vídeo longo e técnico paga o preço.

  • 28s723
  • 47s831
  • 48s350
  • 69s1.100
  • 70s433
  • 85s368
  • 121s346
  • 146s271

Duração × visualizações no Facebook.

o melhor roteiro, o menor público → vira 3 cortes (ver item 05)
Primeiro segundo do reel do Funrural
30/10 · Funrural
Primeiros segundos do reel do Canal Rural
30/10 · Canal Rural
5A NOTÍCIA ABRE DEVAGAR

Os vídeos de notícia rodaram pelo assunto, não pela abertura.

Nos vídeos de mesa, o gancho vem pronto no primeiro segundo. Nos de notícia, a abertura é conversa:

“E o fun-rural, pessoal, e o fun-rural.”30/10 · Funrural · 0:00–0:03
“Pessoal, tô dando uma lida aqui notícia do Canal Rural…”30/10 · Canal Rural · 0:00–0:06

A manchete já está na tela atrás de você — se a primeira frase for a sua opinião sobre ela (como você faz nos vídeos de mesa), o formato que já é o mais visto fica ainda mais forte.

Quadro do reel de 16/10 sobre vergonha de renegociar
16/10 · o vídeo que mais rodou no Instagram
6O PEDIDO ERRADO PARA ESSE PÚBLICO

Você mesmo deu o diagnóstico.

“A palavra que resume isso é vergonha.”16/10 · 0:10–0:14

O produtor com dívida não vai escrever na frente dos vizinhos que tem processo ou que está atrasado com o banco. Por isso pedir comentário rende pouco: 5 comentários e nenhum compartilhamento nos 8 vídeos. Esse mesmo vídeo da vergonha foi o mais visto da série no Instagram (11,1 mil) — o interesse existe; o que falta é um jeito privado de levantar a mão.

E cada vídeo termina em si: não aponta para o anterior, nem para um material que o produtor possa levar. Quem se identificou não tem próximo passo.

um ponto para você avaliar

O vídeo de 24/10 conta o caso com valor (R$ 30 milhões), número de contratos e tempo de atividade da família; o do Funrural menciona casos em andamento no escritório. Você conhece as regras de publicidade da advocacia (Código de Ética e Disciplina e Provimento 205/2021) muito melhor do que nós — não estamos apontando irregularidade. Só registramos, para a sua decisão, que a mesma história pode ser contada com o valor em faixa ou sem nenhum dado que identifique a família, se você preferir. O que convence o produtor é o mecanismo — o banco obrigado a responder por escrito.

05 — O ouro que está parado

Os dois melhores roteiros já rendem mais cinco vídeos.

O de 03/11 tem a melhor estrutura da série: o problema, o erro, o porquê, o passo a passo e a frase final. Só ficou longo demais. Dá pra cortar sem gravar nada de novo:

Quadro do corte 1 do reel de 03/11
03/11 · 0:00 → 0:27
“É nessa hora que você perde. Não no não, na hora que você aceita.”
Quadro do corte 2 do reel de 03/11, com o texto há mais de 20 anos
03/11 · 0:54 → 1:27
“Eu atendo o produtor rural há mais de 20 anos e esse é o erro que eu mais vejo.” … “Tem alguma coisa protocolada? Quase sempre a resposta é não.”
Quadro do corte 3 do reel de 03/11
03/11 · 2:02 → 2:26
“E se o banco não responder, o silêncio também vira prova.”
E o mesmo vídeo vira um material para o produtor levar

“Modelo de pedido de prorrogação por escrito — o que não pode faltar.”

O conteúdo já está dito no próprio vídeo, entre 1:27 e 2:15: pedido escrito com protocolo assinado pelo gerente ou enviado por e-mail para comprovar o recebimento; laudo agronômico provando o passado; demonstração da capacidade de pagamento no futuro. É exatamente o que o produtor que se identificou com o vídeo precisa ter na mão — e o motivo para ele chamar você.

O caso dos R$ 30 milhões: 7.064 visualizações no Instagram, dois cortes prontos.

Quadro do início do reel de 24/10
24/10 · 0:00 → 0:30
“30 milhões em dívida rural e o banco não pode cobrar 1 centavo.”

O resultado inteiro em meio minuto: banco impedido de cobrar, de negativar, de protestar.

Quadro do trecho do gerente no reel de 24/10
24/10 · 1:00 → 1:10
“E o gerente disse: por escrito só na justiça. Quer ir na justiça? Então toma.”

Dez segundos que todo produtor que já ouviu “vou ver” vai querer mandar para alguém.

06 — O formato que mais roda

Notícia na tela, você comentando.

Manchete do Canal Rural ou da AgFeed no alto, você recortado embaixo, legenda grossa com uma palavra em amarelo. Os dois vídeos nesse formato fizeram 1.100 e 723 no Facebook e 6.555 e 2.030 no Instagram — com 69 e 28 segundos.

É o formato mais barato da série: não depende de cenário, de roteiro longo nem de caso para contar. A notícia da semana já traz o assunto quente. Dá para fazer toda semana.

A receita, com o que você já usa
  • 0–3sSua opinião sobre a manchete, em uma frase — como nos vídeos de mesa.
  • 3–40sO que isso muda para o produtor de Mato Grosso (e para quem não muda nada — você já faz isso no do Funrural).
  • fimUm pedido privado: uma palavra para mandar no WhatsApp ou no direct.
Reel do Funrural, formato notícia na tela
30/10 · FB 1.100 · IG 6.555
Reel do Canal Rural, formato notícia na tela
30/10 · FB 723 · IG 2.030
07 — A pauta que o próprio material sugere

O que gravar a seguir — tirado do que já funcionou.

  1. A vergonha de renegociar. Continuação direta do vídeo de 16/10: “renegociar não é calote”, “o que os grandes grupos fazem e o produtor não”.Por quê: 11,1 mil no Instagram — o mais visto da série.
  2. Decisão de tribunal comentada, toda semana. No formato notícia na tela, com a abertura já na opinião.Por quê: Funrural é o mais visto no Facebook (1.100) e o terceiro no Instagram (6.555).
  3. Casos com desfecho. O banco obrigado a responder, a dívida suspensa — contados do jeito que você decidir no ponto de publicidade acima.Por quê: o caso de 24/10 fez 7.064 no Instagram.
  4. Leilão de terra e o banco fazendeiro. A provocação de 14/10 tem continuação natural: o que fazer antes de a área ir a leilão.Por quê: 831 no Facebook (segundo maior) e 3.357 no Instagram.
  5. O passo a passo do pedido por escrito, em cortes curtos — e o modelo para o produtor levar.Por quê: é a sua tese, já gravada; só precisa caber no formato.
  6. Juros e crédito que não cabe. A conta da palestra (soja de 150 para 100, terra −33%) contada em 30 segundos.Por quê: “pior que agiota” rodou com 28 segundos (723 no Facebook).

E o lado humano, com dose: o vídeo dos 10 anos de casamento (819 no Facebook, 43 reações, 6 comentários) teve mais conversa do que qualquer vídeo jurídico. Mostra que a pessoa por trás do advogado aproxima — desde que não interrompa a série.

08 — A ponte para o funil

O conteúdo já existe. Falta o caminho até a conversa.

O gargalo não é gravar — você grava bem e com ritmo. É dar ao produtor que se identificou um jeito discreto de chegar até você, e chegar já com o que importa respondido. Funil, aqui, é só isso: o caminho que a pessoa faz do vídeo até a consulta.

1 · o vídeoCorte curto, legenda que se lêA série que você já grava, sem interrupção.
2 · o pedido“Manda PRAZO”Uma palavra no WhatsApp ou no direct. Conversa privada respeita a vergonha.
3 · o materialO modelo do pedido por escritoChega na hora, no WhatsApp. É o que o vídeo prometeu.
4 · as 4 perguntasAntes de você entrarQuando vence, qual banco, quanto é, já tem laudo?
5 · a consultaVocê conversa com quem pode contratarCom o caso já na mesa.

Um cuidado que já está no seu radar: o aviso fixado no Instagram do escritório alerta para golpistas usando o seu nome. Por isso o caminho precisa ter um número oficial só, o mesmo em todo lugar — bio, vídeo, Google e página.

Como montar cada etapa — o número, as mensagens, a triagem e a medição — está nas próximas partes deste Raio-X.